No dia dois de março do corrente ano, Dom Gilberto Pastana, bispo de Imperatriz, e eu, fizemos uma visita oficial a Dom Afonso Gregory que se encontra junto aos seus familiares no Rio Grande do Sul, em tratamento de saúde. Do aeroporto de Porto Alegre, recepcionados por Lori Gregory, fomos diretos até a cidade de Estrela, cidade natal de Dom Afonso, que fica aproximadamente a 120 km de distância. Fomos recebidos na chácara onde os pais de Dom Afonso moravam e onde criaram todos os filhos.
Foi uma alegria encontrá-lo à porta nos esperando. Depois de quatro seções de quimioterapia e duas transfusões de sangue, parece que o seu organismo começa a reagir positivamente ao tratamento. Encontramo-lo cheio de esperança e nem por um momento a lamentar do mal a que foi cometido. Apesar de debilitado devido à falta de peso, a fraqueza ou a queda de cabelos, renovou na eucaristia que celebramos juntos a entrega de sua vida nas mãos amorosas do Pai. Repetiu por várias vezes: “minha vida está nas mãos amorosas do Pai”.
Ele expressou o desejo de voltar para Imperatriz e, conta ansiosamente os dias até que isso seja possível. Expressou o desejo de rever os amigos e agradeceu os telefonemas de solidariedade e as pessoas que foram daqui para visitá-lo. Disse-nos que a doença está trazendo para ele um aprendizado novo. Ele que sempre foi independente, e, agora depender dos outros não lhe está sendo fácil.
Constatamos também a dedicação da família de Dom Afonso em torno de sua pessoa: Pe. Marino Bonn, seu amigo pessoal, Maria, sua irmã mais velha, o Roque, seu irmão, a Lourdes e seu esposo, sua irmã e cunhado, a Sra. Ivone, vizinha, e a Lori, sua irmã caçula que não tem medido esforços para estar sempre ao seu lado e o acompanha em todas as visitas médicas. Isto fora todos os primos e sobrinhos que têm por ele um carinho muito grande. A irmã de Dom Afonso, que é religiosa e trabalha na missão em Goiás, o acompanha em suas orações. Isto nos conforta em saber que ele está agora convivendo com sua família, principalmente ele que teve que se ausentar muito cedo do seio familiar devido aos seus estudos. Foi tão bonito ouvir da Lori: “agora, pela primeira vez, estou de fato, convivendo com meu irmão”.
Na próxima sexta-feira, dia sete de março ele voltará ao hospital para saber como será o prosseguimento do seu tratamento.
Não se tem ainda previsão, quando ele poderá fazer esta viagem até a cidade de Imperatriz.
Despedimos-nos dele e, mais uma vez, ele expressou o desejo de num futuro próximo voltar para esta terra e rever os amigos.
Pe. Felinto Elísio
Vigário Geral
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