terça-feira, 18 de março de 2008

A DISCUSSÃO SOBRE OS EMBRIÕES


Dom Fernando Arêas Rifan*

Procurarei, nesse artigo, sintetizar o que já foi dito a respeito por pessoas gabaritadas, centralizando a questão no seu ponto principal.
No processo que define a proibição ou não das pesquisas com células tronco embrionárias no país, o que realmente está em discussão é se o embrião é ser humano ou é coisa. Se for coisa, então não merece respeito algum, pode ser manipulado, congelado ou destruído e pode ser usado como simples material biológico descartável. Mas se o embrião – óvulo de mulher fecundado por espermatozóide de homem, mesmo fora do útero materno – for um ser humano, então ele tem dignidade humana, não pode ser manipulado e instrumentalizado em pesquisas ou terapias.
Como se trata de um fato científico e não de um dogma religioso, se não queremos ouvir a Igreja, defensora da vida contra a cultura da morte que se quer instalar, ouçamos então a ciência:
Os tratados de Embriologia Humana afirmam que o início da vida humana se dá na concepção, ou seja, no exato momento da junção dos gametas feminino e masculino, fato já descrito pelo Pai da Embriologia Moderna, Karl Ernst vom Baer, em 1827. Recentemente, em setembro de 2006, no Congresso em Roma “Steam Cells: what future for terapy”, mais de 300 cientistas de todo o mundo se posicionaram pelo respeito ao ser humano desde a concepção. Citamos o grande cientista Dr. Jérôme Lejeune, professor da universidade René Descartes, em Paris, descobridor da Síndrome de Dawn, que dedicou toda a sua vida ao estudo da genética fundamental: "Não quero repetir o óbvio, mas, na verdade, a vida começa na fecundação. Quando os 23 cromossomos masculinos se encontram com os 23 cromossomos da mulher, todos os dados genéticos que definem o novo ser humano estão presentes. A fecundação é o marco do início da vida. Daí para frente, qualquer método artificial para destruí-la é um assassinato."
O julgamento em andamento no Supremo Tribunal Federal sobre a permissão do uso de embriões humanos na pesquisa científica tem levado alguns a acusar a Igreja de obscurantismo e entrave da ciência. Mas a questão é de princípios, sobretudo éticos e morais, que não se discutem pelas conseqüências acidentais até prejudiciais que possam trazer. Não se mantendo os princípios, podem se seguir absurdos morais e sociais, embora não imediatamente.
O princípio primordial é que o fim não justifica os meios. Se não, caímos no maquiavelismo. Porque se o fim justificasse os meios, para sanar a pobreza de uma família numerosa poderíamos matar alguns filhos e melhoraríamos a economia doméstica, poderíamos matar muitos doentes incuráveis nos hospitais para dar lugar a outros pacientes curáveis, com atendimento de melhor qualidade. Nesse caso, os nazistas teriam razão em fazer experiências científicas nos que eles consideravam raças inferiores, em nome do progresso da ciência. Seria obscurantista quem protestasse contra o uso de seres humanos como cobaias para o progresso científico? Estaria entravando a ciência ou salvando a moralidade e a dignidade da pessoa humana?
O ser humano tem sua dignidade própria e não pode ser igualado aos animais irracionais. Se um cavalo fratura a perna poderá ser sacrificado, porque perderá sua utilidade e sofrerá em vão. O mesmo não podemos fazer com o ser humano, cuja dignidade não se mede pela sua utilidade, mas pela sua essência. E isso é lei moral natural e não religiosa.
Hoje se protesta contra o uso de ratos em experiências de laboratório, mas querem a aprovação do aborto e de experiências em embriões humanos, como cobaias. Protesta-se contra a matança das focas, das baleias e dos golfinhos. E devemos mesmo protestar. Mas e quanto à matança dos seres humanos inocentes? Terão menos valor?
No Brasil não há pena de morte para culpados de qualquer crime. Passará a haver então pena de morte para inocentes?

RESPONDENDO OBJEÇÕES.

Vamos agora responder aos argumentos mais comuns em favor da liberação das pesquisas em embriões humanos.
Alguém poderia objetar que a lei em discussão no STF prevê que os embriões liberados para a pesquisa seriam aqueles que estivessem congelados há pelo menos três anos e que tenham até 14 dias, fase conhecida como blastocisto -quando não há resquício de sistema nervoso no embrião. Portanto não seriam humanos ainda. Mas esse argumento de que esses embriões não são humanos porque não detêm células do tecido nervoso não convence, porque o sistema nervoso humano - que lá já estava embrionariamente, senão não se desenvolveria depois - realmente só se completa anos depois do nascimento, e nem por isso eliminamos nossos bebês recém-nascidos.
Alguns pesquisadores argumentam que, se a morte deve ser encarada como morte cerebral, o início da vida também deveria assim ser considerado. Mas uma coisa é um cérebro morto, portanto sem chances de viver, e outra é um cérebro ainda em embrião, com chances de viver após o desenvolvimento, o que é comprovado pela própria experiência.
O argumento de que não são humanos porque ainda não foram implantados e são chamados pré-embriões também não convence, porque não é o ambiente que o faz ser humano mas a sua essência. E ele não muda de essência ao ser implantado em um útero materno, dando origem a um bebê. Do mesmo modo a justificativa de que ainda não passaram pela fase de nidação, portanto não são ainda humanos, também não é convincente, pois um ser humano não perde sua identidade quando impedido de se alimentar.
Outros defendem a destruição de embriões humanos visando a possibilidade de uma vida digna para os que sofrem de doenças hoje incuráveis. Mas a limitação física não reduz a dignidade humana e o grau de drama de uma pessoa não é critério ético para acabar com uma vida alheia. Não se faz um mal para obter um bem.
Ademais, não há sequer um resultado positivo com pesquisas com células tronco embrionárias, ao longo dos últimos dez anos. Todas as tentativas, no mundo inteiro, só produziram teratomas, isto é, tumores Por outro lado, há inúmeros resultados positivos das pesquisas com células tronco adultas, que não apresentam objeções éticas. Então por que não usa-las, ao invés de tentar inutilmente usar embriões, dando vãs esperanças aos necessitados. A Igreja é a favor da cura dos que sofrem doenças hoje incuráveis, mas não em detrimento da dignidade humana e nem à custa da vida de outro ser humano, mesmo em formação.
Alguém poderia dizer que não estaríamos matando ninguém pois eles ainda não existiam. Talvez não vejamos isso a olho nu, mas num microscópio veríamos todos eles muito bem. Pois eles já existem, cada um com seu sexo, com sua cor de olhos e de cabelos, impressões digitais, tom de voz, tudo traçado em seus DNAs, únicos e pessoais. Se lhes fosse dada a oportunidade da gestação, não nasceria nenhum outro do que aquele que vimos anteriormente com apenas algumas células. Ele é único.
O cientista Oliver Smithies, prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2007, objeta que se uma célula tronco embrionária é usada para terapia, aquele embrião não é morto, pois daria vida a outra pessoa. Um verdadeiro absurdo ético e filosófico. Se assim fosse, poderíamos arrancar órgãos essenciais de pessoas vivas com saúde com a mesma desculpa de que continuarão vivas em outra pessoa.
Um senador, em defesa da pesquisa, usa o aparentemente poderoso argumento de que “saber em que momento surge a vida é questão científica e religiosa, mas saber quando a vida acaba é somente científico. E os cientistas afirmam que, depois que o embrião permanece congelado por três anos, é impossível que dali surja uma vida; se havia vida no momento da concepção, agora existe um ente morto. Não há, portanto, razão moral para considerar seu uso um atentado contra a vida”.
A melhor resposta a esta e a todas as objeções e argumentos em favor da utilização de embriões congelados em pesquisas de laboratório como cobaias, foi dada pela notícia publicada em primeira página da Folha de São Paulo de 10/3/2008: “Embrião congelado por 8 anos produz bebê”. Trata-se do menino Vinicius Dorte, filho de Maria Roseli Monteiro Rocha, de 41 anos, e de Luiz Henrique Dorti, 40, agora já com seis meses de idade, sadio, que seria candidato à destruição pela Lei de Biossegurança: pelos critérios dessa lei em julgamento, que considera inviáveis os embriões congelados há três anos, Vinicius seria indicado para pesquisas com células tronco embrionárias.
Até agora ele é o brasileiro que mais tempo passou congelado para poder finalmente ver a luz do sol. E a cada dia aumenta o número de crianças que se ajuntam a ele. Gerard, por exemplo, era um embrião congelado havia sete anos, quando foi implantado no ventre de Eva Tarrida, mulher espanhola de 41 anos. A salvação de Gerard foi um projeto da clínica Marqués (Barcelona, Espanha), que visa unir mulheres que desejam ter filhos com embriões produzidos a mais em processos de fertilização in vitro e rejeitados pelos pais "naturais" -logo, destinados à destruição e à morte.
Um dos mais ferrenhos defensores da pesquisa com embriões, o cientista Robin Lovell-Badge, teve de admitir que o único modo de averiguar a morte e, portanto, a inviabilidade de um embrião, é transferi-lo para seu ambiente ideal, o útero, pois já ocorreu que embriões julgados inviáveis em laboratório se desenvolvessem no ventre materno e nascessem. A imprensa internacional relatou, inclusive, nascimentos fruto de embriões congelados por mais de 11 anos. Laina Beasley, norte americana, por exemplo, nasceu em 2005 de um embrião congelado por 13 anos.
Contra fatos não há argumentos. A não ser que se adote o princípio absurdo daquele que disse: “se os fatos contrariam a minha teoria, pior para os fatos!!!”
O que dirão, diante dessas crianças, os nossos juízes do Supremo Tribunal Federal de cuja consciência depende a sentença de vida ou morte sobre embriões semelhantes a eles, que poderão ser futuros bebês ou futuro material descartável de experiência de laboratório? Deus, que julgará os juízes, ilumine a consciência deles.


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal
São João Maria Vianney – Campos – RJ.

domingo, 16 de março de 2008

Há novos pecados capitais?

A Imprensa está noticiando que o Vaticano criou “novos pecados capitais”. Não é bem assim; é incrível a capacidade desta de fazer barulho, especialmente com relação à Igreja Católica. O que aconteceu?
Na semana de 10 a 15 de março, realizou-se no Vaticano um curso de atualização para sacerdotes sobre o Sacramento da Confissão, patrocinado pela Penitenciária Apostólica do Vaticano. Em entrevista ao jornal do Vaticano "L´Osservatore Romano", o responsável pelo Tribunal da Penitenciária Apostólica, monsenhor Gianfranco Girotti, abordou outros pecados do mundo moderno, no contexto da globalização: manipulação genética, o uso de drogas, a desigualdade social, a poluição ambiental, pedofilia, entre outros. Em nenhum momento, ele falou em "Pecados Capitais! Quem fez essa referência foi a Imprensa por sua conta.
A Igreja, com sua experiência de dois milênios, nos ensina que os piores pecados são aqueles que ela chama de "capitais". Capital vem do latim "caput", que quer dizer "cabeça". São pecados "cabeças", isto é, que geram muitos outros. Assim como, por exemplo, a capital de um estado ou de um país, de onde procedem as ordens, as decisões e comandos. Da mesma forma, desses pecados “cabeças” nascem muitos outros. Por isso, eles sempre mereceram, por parte da Igreja, uma atenção especial. São sete: soberba, ganância, luxúria (impureza), gula, ira, inveja e preguiça.
Podemos ver, por exemplo, como filhos da soberba: o orgulho, a vaidade, a arrogância, a prepotência, a auto-suficiência, a jactância, entre outros. Podemos ver como filhos da ganância: a exploração da pessoa humana, a destruição do meio ambiente como fonte de enriquecimento, as brigas pelos bens materiais, entre outros. Entre outras afirmações, monsenhor Gianfranco Girotti destacou os pecados relacionados aos direitos individuais e sociais, os da área bioética, nos quais há violações de direitos fundamentais da natureza humana (aborto, eutanásia, inseminação artificial; uso de células-tronco embrionárias, clonagem humana, etc.). "Através de experiências e manipulações genéticas, cujos êxitos são difíceis de prever e manter sob controle" declara. Ressaltou também a gravidade da desigualdade social, na qual "os ricos se tornam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres", alimentando uma insuportável injustiça social. E falou ainda da ecologia.
Na verdade, todos esses pecados cabem bem na lista antiga dos pecados capitais, pois eles podem ser desdobrados em muitos outros; inclusive nesses citados pelo monsenhor Gianfranco. Contudo, ele apenas desejou deixar mais explícito a gravidade deles.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Para que servem os ramos bentos?

Servem para muita coisa. Os "ramos" bentos são feitos de folhas de palmeiras, palmas, oliveiras e de espécies como louro, alecrim, buxo etc. Depois da celbração do Domingo de Ramos els são levados para casa como uma proteção para o lar. O ramalhete de ramos é distribuido entre membros da família. Para a tradição popular, esses ramos protegem a casa, principalmente contra raios e relâmpagos, e trazem boa sorte. Eles são colocados nos quartos, em lugares altos, relativament visíveis, junto de imagnes de santos ou em locais de venração. Em família de origem portuguesa é comum os afilhados darem ramos aos seus padrinhos, que em troca oferecem um bolo típico, o folar.
(extraído do livro: curiosidades católicas)

Você já viu uma Procissão de Ramos?

Vale a pena. Nos dias de hoje, durante a Procissão de Ramos, os fiéis levam e agitam nas mãos folhavens e ramos bentos. Eles foram previamente benzidos na igreja. Ninguém traz jumentos ou jumentinhos para a procissão. A Igreja prevê outras procissões para a bênção dos animais domésticos. Já bastam os burrinhos as homenagens do presépio. Aqui, o fundamental são os ramos e ramagens vegetais. Pelo Brasil afora, as procissões de ramos são manifestações religiosas, culturais e tradicionais, belas e de grande teatralidade. Esta procissão foi introduzida na Europa no século V, depois que um grupo de cristãos da Etéria fez uma peregrinação a Jerusalém. Ao retornar, o grupo procedeu na sua região da mesma forma que havia feito nos lugares santos, segundo as práticas locais. O costume passou a ser utilizado por outras igrejas e, ao final da Idade Média, foi incorporado aos ritos religiosos da Semana Santa. É dia de levar raminhos bentos para casa.
(extraído do livro: curiosidades católicas)

Por que um Domingo de Ramos?

A Semana Santa começa com as exibições do Domingo de Ramos. Ele celebra e relembra a entrada de Jesus Cristo na ciade de Jerusalém, onde foi celbrar a Pácoa judaica com seus discípulos. Segundo o Evangelista Mateus, um pouco confuso em matéria de hipismo, Jesus entoru na cidade sentando num jumentinho e numa jumenta (Mt 21,7), uima proeza equestre. E, para valorizar o feito, nos é dito que esses animais nunca haviam sido montados. Foi talvez o primeiro exemplo de doma suave ou dirigida. Esses jumentos cavalgados são os p´rimeiros de uma lista de animais pascais, como o cordeiro, o galo e a esponja do mar. Jesus foi aclamado como um home enviado por Deus, um milagreiro, um possível libertador da opressão romana, o Messias. O povo cortou ramos de árvores, ramagens e folhas de palmeiras para saudá-lo e cobrir o chão onde passava. Com folhas de palmeiras nas mãos, o povo clamava "Rei dos Judeus", "Hosana ao Filho de Davi", "Bendito o que vem em nome do Senhor", "Salve o Messias". Detalhe histórico: ninguém tem certeza que isso aconteceu num domingo.
(extraído do livro: curiosidades católicas)

quarta-feira, 12 de março de 2008

VISITA A DOM AFONSO GREGORY - Bispo emerito de Imperatriz

No dia dois de março do corrente ano, Dom Gilberto Pastana, bispo de Imperatriz, e eu, fizemos uma visita oficial a Dom Afonso Gregory que se encontra junto aos seus familiares no Rio Grande do Sul, em tratamento de saúde. Do aeroporto de Porto Alegre, recepcionados por Lori Gregory, fomos diretos até a cidade de Estrela, cidade natal de Dom Afonso, que fica aproximadamente a 120 km de distância. Fomos recebidos na chácara onde os pais de Dom Afonso moravam e onde criaram todos os filhos.

Foi uma alegria encontrá-lo à porta nos esperando. Depois de quatro seções de quimioterapia e duas transfusões de sangue, parece que o seu organismo começa a reagir positivamente ao tratamento. Encontramo-lo cheio de esperança e nem por um momento a lamentar do mal a que foi cometido. Apesar de debilitado devido à falta de peso, a fraqueza ou a queda de cabelos, renovou na eucaristia que celebramos juntos a entrega de sua vida nas mãos amorosas do Pai. Repetiu por várias vezes: “minha vida está nas mãos amorosas do Pai”.

Ele expressou o desejo de voltar para Imperatriz e, conta ansiosamente os dias até que isso seja possível. Expressou o desejo de rever os amigos e agradeceu os telefonemas de solidariedade e as pessoas que foram daqui para visitá-lo. Disse-nos que a doença está trazendo para ele um aprendizado novo. Ele que sempre foi independente, e, agora depender dos outros não lhe está sendo fácil.

Constatamos também a dedicação da família de Dom Afonso em torno de sua pessoa: Pe. Marino Bonn, seu amigo pessoal, Maria, sua irmã mais velha, o Roque, seu irmão, a Lourdes e seu esposo, sua irmã e cunhado, a Sra. Ivone, vizinha, e a Lori, sua irmã caçula que não tem medido esforços para estar sempre ao seu lado e o acompanha em todas as visitas médicas. Isto fora todos os primos e sobrinhos que têm por ele um carinho muito grande. A irmã de Dom Afonso, que é religiosa e trabalha na missão em Goiás, o acompanha em suas orações. Isto nos conforta em saber que ele está agora convivendo com sua família, principalmente ele que teve que se ausentar muito cedo do seio familiar devido aos seus estudos. Foi tão bonito ouvir da Lori: “agora, pela primeira vez, estou de fato, convivendo com meu irmão”.

Na próxima sexta-feira, dia sete de março ele voltará ao hospital para saber como será o prosseguimento do seu tratamento.
Não se tem ainda previsão, quando ele poderá fazer esta viagem até a cidade de Imperatriz.

Despedimos-nos dele e, mais uma vez, ele expressou o desejo de num futuro próximo voltar para esta terra e rever os amigos.

Pe. Felinto Elísio
Vigário Geral

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

FALECIMENTO

Faleceu nesta terça feira, dia 26, no hospital São Rafael, as 20h00, o Sr. José Rodrigues da Silva. O seu corpo está sendo velado em sua residência em Cidelândia e o seu sepultamento será realizado logo após a celebração das exéquias as 17h00 desta quarta feira, dia 27.
Sr. José Silva é genitor de nosso Pe. Francisco Rodrigues, pároco de Santo Antonio em Davinopolis.
Nossos pêsames a todos os familiares, e a certeza da Fé na Ressurreição.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

ENTREVISTA COM FREI MOSER

REVISTA PARÓQUIAS & CASAS RELIGIOSAS

A Bioética é uma área de discussão recente, assunto contemporâneo surgido na esteira do desenvolvimento da Ciência e da Medicina na primeira metade do século XX. O senhor pode falar um pouco sobre suas origens, preceitos e objetivos?
Foi exatamente a partir de 1970 que se começou a falar em “Bioética”, a partir de um livro publicado por um estudioso norte-americano de nome Potter. O título do livro era muito sugestivo: “Bioética: uma ponte para o futuro”. Nesse texto ele expressou o que muitos estudiosos já vinham percebendo: a ética tradicional parecia incapaz de responder aos novos desafios que iam se impondo com os avanços da biogenética e da biotecnologia. Interessante observar que neste livro aparecem alguns elementos de bioética, depois reforçados por outros autores: sensibilidade para a vida em todas as manifestações; respeito à autonomia da pessoa; respeito à justiça; evitar o mal e só fazer o bem às pessoas, em quaisquer circunstâncias.

Quais são os desafios de um “pensador” da Bioética ?
Certamente são muitos os desafios, pois a vida apresenta uma infinidade de aspectos, que a cada dia se revelam como mais complexos e mais interligados entre si. Assim, já não é possível trabalhar com categorias simples do “pode” ou “não pode”. A bioética se caracteriza por um diálogo interdisciplinar, onde o pressuposto é o de que ninguém tem a resposta pronta, mas onde todos, a partir de certos princípios básicos, principalmente este do respeito à vida em todas as suas manifestações e em todas as suas etapas, devem buscar juntos a melhor solução. Assim, o pensador da bioética deverá estar sempre aberto ao diálogo e caminhar com muita humildade.

A ciência nunca evoluiu tão rápido em nenhum outro momento da História e as manchetes da mídia secular podem confundir, ao invés de informar, o leigo que se mostra curioso sobre os “milagres” da Medicina e da pesquisa científica. Qual deve ser a atitude de um líder religioso ou de comunidades, quando lhe é exigido tocar nesse assunto? Quais são os canais seguros de pesquisa para um professor, por exemplo?
Todos conhecemos a tradicional lista de virtudes: fé, esperança, caridade, prudência... etc. Essa lista continua válida, mas deve ser enriquecida diante dos novos avanços em todos os sentidos. Assim, pode-se, com razão, dizer que há virtudes que aparecem como “novas” para responder aos desafios da era biotecnológica: consciência crítica; desconfiança diante de receitas fáceis; humildade diante dos resultados anunciados; partilha das conquistas; sinceridade diante dos fracassos; sobretudo: cultivo de uma atitude de reverência diante dos mistérios da vida. No mais, o momento histórico exige que não sejamos nem pessimistas, nem ingenuamente otimistas. Isto porque conhecemos as fraquezas humanas e porque conhecemos a força de Deus que caminha conosco, guiando seu povo ao longo da história.

Células-tronco, cuja idéia propagada é de que as pesquisas nessa área darão o poder da criação ao cientista e ao laboratório, e que evoluem com uma rapidez vertiginosa. O que realmente está ocorrendo no mundo da ciência em relação a isso?
A descoberta das células tronco é algo de extraordinário, e uma das manifestações da sabedoria de Deus, que fez bem todas as coisas. O que há de extraordinário nas células tronco? Muita coisa. Primeiro: espermatozóide e óvulo se unem para dar início a um processo vital, que se não for interrompido por fatores externos vai conduzir o ser humano desde o primeiro ao último momento de sua vida. Estas células embrionárias são células.... é bom frisar bem.... e destinadas a propulsão.... para possibilitar a progressiva estruturação dos seres vivos.... Em seguida: a partir destas células que vão desdobrando aos milhões... aos trilhões.... os seres vivos contam com uma reserva estratégica para cada órgão, para cada membro, para cada parte do seu organismo.... Morrem milhões de células e entram milhões para substituí-las. Mecanismo maravilhoso. Pois bem, acontece que se alguém “colher” as células embrionárias, aquelas que se formam logo no início, ou vai lesar o ser que ia se desenvolvendo, ou vai mesmo matar.... E aqui está o problema ético básico: quem tem direito de lesar ou eliminar uma vida humana , ainda que ela esteja dando os primeiros passos?
Outra coisa: há um noticiário sensacionalista que acha que tudo é muito simples.... já chegamos lá.... Ora, estamos falando de trilhões de células.... e trilhões de outros elementos químicos, todos interligados.... Muita pretensão humana de resolver tudo com células. Mas... em se tratando de células maduras, ou adultas, que todos já sabem quais são, dentro de critérios éticos normais, nada contra pesquisas, contanto que não se pense que com isto iremos resolver todos ou os verdadeiros problemas humanos....

Os estudos das células-tronco a partir das células de embriões humanos são criticados pela Igreja, mesmo que este fosse o melhor caminho para a cura de males, como lesões da coluna ou doenças degenerativas, por exemplo? Por quê?
Aqui se encontra um paradoxo gritante: um mundo que não sente piedade da miséria na qual vivem cerca de dois bilhões de seres humanos esquálidos.... um mundo que tem na indústria bélica a mola mestra da sua economia.... um mundo que planeja invasões, mortes de milhares de pessoas.... é tão sensível com os relativamente poucos portadores de deficiências. Até parece que quase toda pessoa de idade padece de Alzheimer ou do mal de Parkinson.... Até parece que a maior parte da população vive em cadeiras de rodas.... E quantas vivem mesmo em cadeira de rotas por terem sido vítimas de tantas e variadas formas de violência? Diante destas colocações se entende a posição lúcida não só da igreja, mas dos verdadeiros cientistas: o que está em jogo não é apenas uma questão genética, mas uma maneira de viver como pessoa e como sociedade. Não somos só genes, nem só corpo: somos sentimentos, coração, afetividade, espiritualidade.... Claro que faremos tudo o que for possível para aliviar os sofrimentos humanos, mas como acentua com propriedade a última carta do Papa Bento XVI sobre a esperança - “... não devemos nos iludir: sempre haverá sofrimentos”. Só que os piores não são os “naturais”, próprios da nossa condição humana, mas os provocados pela maldade humana.

Roger Shattuck em seu livro “Conhecimento proibido” cita um discurso do físico Robert Oppenheimer, em um parágrafo sobre a liberação da energia atômica, onde o cientista afirma que seus colegas de pesquisa cometeram um “pecado” em relação à energia atômica, em 1947. A ciência está chegando ao ser humano e estaria resvalando em seus limites. Tal analogia foi feita pela profa. Marcia Garcia, especialista em Biodireito”, em um debate promovido pelo Portal do Grupo Estado, observando que o discurso do físico, naquela época, ficou em aberto e como ela bem observou, nem religioso o físico era. O senhor concorda com essa citação ou analogia?
Bom paralelo este entre a descoberta da energia atômica e os avanços nos campos da biogenética e da biotecnologia. Tanto em um caso quanto no outro, nos alegramos com as conquistas científicas e conquistas tecnológicas. A questão não está nem na ciência, nem na tecnologia, mas nas ideologias que comandam tudo isto. Em outros termos: existe uma energia atômica para uso pacífico e uma para produzir bombas; assim existe uma tecnologia que pode ajudar-nos a viver melhor, e uma que pode aumentar ainda mais nossos sofrimentos. Os limites não devem ser traçado nem para as ciências em si mesmas, nem para as tecnologias em si mesmas, mas para certas experiências que só poderão levar a uma maior desumanização. Nem tudo o que é tecnicamente possível é eticamente sustentável.... Deus nos confiou a administração de todas as coisas, exigindo apenas que esta administração seja sábia.... E para ser sábia deverá se perguntar pela origem e sentido último de todas as coisas....

A professora afirma que poderia estar ocorrendo o mesmo “pecado científico” em relação à manipulação do corpo humano e às pesquisas com o genoma, células-tronco ou o DNA. Será?
Esta questão já está respondida acima: claro que em tudo existem limites que nós não podemos ultrapassar, sem nos prejudicar a nós mesmos e aos outros. Poderíamos dizer que uma das finalidades da bioética é ajudar a estabelecer estes limites com sabedoria. Daí a necessidade de muito diálogo e de um grande espírito de reverência diante dos mistérios da vida. Entrar no templo da vida não é proibido: o que não pode ocorrer é que se entre neste templo como se entra em um bar ou em uma boate.... É preciso entrar de joelhos.

O mesmo Roger Shattuck levanta clássicos questionamentos sobre os resultados obtidos a partir dos métodos nazistas de pesquisa científica, e da aplicação desses conhecimentos, ora tidos como inadmissíveis, ora aceitos como uma espécie de “homenagem” aos seres humanos submetidos a verdadeiras torturas desses “métodos”. O senhor acha que esse exemplo histórico é válido como retórica contrária às pesquisas com embriões? Por quê?
A figura de Hitler com o séqüito nazista é tão trágica que servirá de advertência para sempre. E no entanto... por vezes se tem a impressão que se usa Hitler e seus seguidores como uma espécie de bodes expiatórios, como se eles tivessem sido os causadores das maiores barbáries da história. Basta refletir um pouco para perceber que, infelizmente, existem hoje, em nossos dias, títeres tão ou ainda mais bárbaros do que Hitler.... Basta pensar nas muitas torturas que retornam sempre de novo e hoje com maior sofisticação... Basta pensar no que os denominados povos civilizados e democráticos estão fazendo pelo mundo afora.... Muito bem: a mesma insensibilidade manifestada nas invasões de todo tipo, onde acontecem massacres, também aparece nas experiências com embriões.... É o espírito de dominação.... de arrogância prepotente que comanda estas experiências. Sob a máscara da piedade se instaura em todos os campos o regime da crueldade. Onde falta reverência diante dos mistérios da vida, ali Hitler ressuscita.

Deve haver limite à pesquisa cientifica? A quem caberia a missão de delimitar suas fronteiras?
Devemos saudar com muita alegria e esperança o surgimento de inúmeros Comitês de Bioética, bem como inúmeros Congressos, inúmeros estudos, inúmeras publicações, visando desenvolver o senso ético. Como vimos acima, ninguém tem resposta pronta para todos os problemas. Estamos vivendo momentos de grande perplexidade. Entretanto, para os cristãos e pessoas de bom senso, não há dúvida de que existe uma clara sinalização entre os caminhos que conduzem à vida e os que conduzem à morte. Esta sinalização recebeu o nome de Dez Mandamentos. Mas o próprio Jesus se encarregou de mostrar que nada há de negativo ou difícil nisto: Basta amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. É claro que o diálogo pressuposto pela Bioética, não irá envolver apenas cristãos... E nem significa que nas decisões concretas a aplicação das Dez Palavras de vida seja tão fácil. Mas certamente é nesta altura que se percebe a responsabilidade dos cristãos nesta hora da história: marca presença não para frear o progresso, mas para evitar que em nome do progresso se regrida a um estilo de vida de tempos que foram denominados de bárbaros. Sempre que os poderosos se julgam no direito de decidir pelos outros, caímos na barbárie....

Qual é o limite à “ética da vida” no que diz respeito a esses estudos? Reproduzir cromossomos humanos a partir das células de símios seriam um exemplo de transposição desses limites?
Pergunta difícil de ser respondida.... Claro que ninguém vai aceitar a transgenia no sentido forte da palavra: mescla de seres humanos com outros seres. Mas... é preciso ter muito presente que nenhuma espécie de seres vivos é totalmente pura... Já há uma espécie de intercâmbio natural.... Quem sabe que se possam, por exemplo, desenvolver certos produtos com um “enriquecimento” genético provindo de outras espécies? Os transgênicos oferecem um bom ponto de comparação: uma coisa é enriquecer geneticamente um produto, mas respeitando seu núcleo central. Outra coisa é simplesmente transformar a identidade profunda deste produto, de tal forma que a soja já não seja soja, o milho já não seja milho, o trigo já não seja trigo.... Há uma identidade humana que deve ser conhecida e preservada. É certo que não é fácil traçar o rosto desta identidade, tão complexa. Mas logo se percebe quando se deixa de estar humanizando, para se produzir um monstro qualquer. Tudo isto, é claro, requer muito discernimento e muita prudência. Isto significa que nunca se deve partir do pressuposto de que tudo foi mal feito. Pelo contrário: o pressuposto é de que Deus fez bem todas as coisas e que nos convida a, eventualmente, aprimorar. Isto só é possível se admitirmos que não somos senhores, mas apenas administradores.

Para concluir, peço a licença para o jornalista Gabriel Villalonga, autor da sinopse do livro Conhecimento Proibido, onde ele abre a pergunta: “Até que ponto a curiosidade científica é uma imagem do divino e até que ponto é uma imagem de um eu alienado, de um demiurgo que joga com a vida como se fosse um brinquedo? A conclusão de Shattuck estaria, segundo Villalonga, em uma tese tradicional: a curiosidade humana é admissível enquanto seja regulada pela sensibilidade moral. Hoje em dia este controle é muito mais urgente, uma vez que a velocidade com que a ciência nos conduz ao futuro”. O que o senhor tem a dizer sobre tais afirmações?
Claro que foi Deus quem nos fez seres curiosos. E a curiosidade, quando bem conduzida, é a mãe de todas as descobertas. Mas, como foi bem observado acima, o problema é invadir despudoradamente o templo sagrado da vida, para “explorar” e não para eventualmente aprimorar algum aspecto. Deus nos fez co-criadores e quer que desenvolvamos nossa inteligência, nossa sensibilidade, mas também nossa espiritualidade. Ou seja: para quem está aberto ao Divino, em comunhão com o Criador e todas as criaturas, não há problema em desenvolver a curiosidade. O problema consiste em destronarmos o Criador, perdendo nossa consciência de criaturas, e passarmos a agir como deuses de mentirinha.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE - 2008

Neste domingo, as 18h00, abertura da campanha da fraternidade, na praça de Fátima.
Reze comigo!
ORAÇÃO DA CF 2008
Ó Deus Pai e Criador, em vós vivemos, nos movemos e somos! Sois presença viva em nossas vidas, pois nos fizestes à vossa imagem e semelhança. Proclamamos as maravilhas de vosso amor presentes na criação e na história. Por vosso Espírito, tudo se renova e ganha vida.
Nosso egoísmo muitas vezes desfigura a obra de vossas mãos, causando morte e destruição. Junto aos avanços, presenciamos tantas ameaças à vida. Que nesta quaresma acolhamos a graça da conversão, tornando-nos mais atentos e fiéis ao Evangelho.
Que o compromisso de nossa fé nos leve a defender e promover a vida no seu início, no seu crescimento e também no seu declínio. Vosso Filho Jesus Cristo, crucificado-ressuscitado, nos confirma que o amor é mais forte que a morte. Como seus discípulos queremos “escolher a vida”.
Maria, mãe da Vida, que protegeu e acompanhou seu Filho, da gestação à ressurreição, interceda por nós, Amém!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

domingo, 3 de fevereiro de 2008

NOVO ENDEREÇO

Já estamos funcionando (em fase esperimental) no seguinte endereço.

www.diocesedeimperatriz.org.br

veja e envie seu comentário para:

dioceseitz@gmail.com

NOTA DE ESCLARECIMENTO

NOTA SOBRE O ESTADO DE SAÚDE DE
DOM AFFONSO FELIPPE GREGORY
Bispo Emérito da Diocese de Imperatriz

Cremos ser do conhecimento de todos que Dom Affonso se encontra no Rio Grande do Sul onde foi passar alguns dias com a sua família. Logo nos primeiros dias de sua estada sentiu-se mal, muita fraqueza, anemia profunda e uma febre intermitente.
Como estava em Porto Alegre, no apartamento de sua irmã Lori Gregory, foi internado na emergência de um Hospital nas proximidades, quando foi detectado que seu sistema imunológico estava bastante alterado, devido ao elevado número de plaquetas em seu sangue (uma desarmonia entre os glóbulos brancos e vermelhos).
Como estava bastante debilitado e os medicamentos convencionais não conseguiam mais alterar o seu quadro atual de saúde, foi submetido a quatro seções de quimioterapia num espaço de quatro dias.
Dom Affonso surpreendeu os médicos ao resistir esta intervenção de emergência, não apresentando as reações colaterais previstas (hemorragias, vômitos, etc.). Não se contendo em permanecer internado no hospital, pediu aos médicos a permissão de ficar no apartamento de sua irmã Lori, sob os cuidados dela. Lori Gregory é nutricionista e têm experiências no trabalho junto aos hospitais de Porto Alegre.
Como as aplicações quimioterápicas fizeram reduzir a desarmonia entre os glóbulos brancos e vermelhos, os médicos permitiram, depois de muita insistência de Dom Affonso, que ele fosse visitar a chácara de sua família, situada na cidade de Estrêla. Depois de uma semana teve que voltar a Porto Alegre, onde os médicos diagnosticaram que tudo voltara e que ele deveria ser submetido a novas intervenções quimioterápicas, prevista para esta semana.
Dom Affonso tem consciência do seu estado de saúde, como ele mesmo diz: “desta luta interior que se trava no seu sangue”, mas, acha-se bastante otimista e confiante na sua recuperação.
Com muito pesar transmitiu-nos a notícia que não poderia voltar para Imperatriz no dia que ele tinha previsto (final do mês de janeiro) e, adiava a sua volta para um futuro breve. Conforta-nos saber que ele está junto aos seus familiares: irmãos, irmãs, sobrinhos, etc., e que têm por ele um carinho muito grande.
Prontificamo-nos em irmos ao seu encontro para acompanhá-lo nesse momento, mas Dom Affonso reagiu dizendo que ainda não era o momento.

Estas são as informações que temos até hoje, dia três de fevereiro de dois mil e oito.

Recomendamos ao Povo de Deus na nossa Diocese, seus amigos, que rezem para que Dom Affonso possa superar este momento e, em breve, desfrutarmos de sua companhia, neste nosso rincão, que ele quer tanto bem.

Dom Gilberto Pastana Pe. Felinto Elísio
Bispo de Imperatriz Vigário Geral

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

"Jovem na Comunidade”
Tema:Amor não é um sentimento, é uma decisão!

“Mostra-me os teus caminhos, Senhor o que queres de mim?”
Certamente no mundo em que vivemos hoje, nossa vida é cheia de princípios em que próprio mundo nos obriga à vivência-lá. Logo o mundo afirma-nos que o amor é algo prazeroso, ambicioso, invejoso ou até mesmo um sentimento.
Paulo em sua carta aos corintos fala: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine. O amor é paciente, o amor é bondoso. Não tem inveja. O amor não é orgulhoso. Não é arrogante. Nem escandaloso. Não busca seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.(I Cor 13, 1.4-7)
Paulo é bem claro em suas palavras, o amor não é invejoso, orgulhoso, arrogante, escandaloso e tudo que for semelhante. Mas o amor é piedoso, paciente, bondoso, tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. É nessa certeza da Sagrada escritura em que devemos acreditar. Contudo o amor é olhar pra dentro de se e dizer com veracidade: Eu quero. É acreditar no mais impossível. “Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência”. (Eclo 2, 3-4)
O amor, é suportar todas as tribulações da vida, é um adulto com o coração de criança, mas acima de tudo é crer em Deus, porque Deus é amor. Pois “O amor não é um sentimento, é uma decisão!”. Tomemo-nos então a nossa decisão a Deus.

Meus amados irmãos, que o amor de Cristo esteja em vossos corações.

Do seu amigo,
Wallikson Diniz
Coroinha da Catedral de Fátima

Imperatriz - MA

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Diocese distribui 90.000 cartões de natal.


Foram distribuidos nas vinte e seis paróquias da diocese de Imperatriz, 90.000 cartões de natal. Várias equipes paroquias foram formadas levando consigo o cartão de natal e a programação natalina da paróquia.
Este ano nosso bispo, Dom Gilberto, nos convida para rezarmos juntamente com nossa família, a oração " Fica conosco, Senhor" de autoria do Santo Padre o Papa Bento XVI.
Certamente nossas famílias serão abençoadas.

“Fica conosco, pois cai a tarde e o dia já declina” (Lc 24,29)

Querido irmão, Querida irmã.
É com muita alegria que faço chegar em suas mãos nosso cartão de Natal juntamente com a programação natalina de sua paróquia.
Este ano quero lhe fazer um pedido: Junte toda a sua família e reze esta oração feita pelo nosso papa Bento XVI, ao redor do presépio ou da sua mesa na noite de natal, quando você retornar da Santa Missa.
“Fica conosco, Senhor, acompanha-nos, ainda que nem sempre tenhamos sabido reconhecer-te.
Fica em nossas famílias, ilumina-as em suas dúvidas, sustenta-as em suas dificuldades, consola-as em seus sofrimentos e no cansaço do dia, quando ao redor delas se acumulam sombras que ameaçam sua unidade e sua natureza. Tu que és a Vida, fica em nossos lares, para que continuem sendo ninhos onde nasça a vida humana abundante e generosamente, onde se acolha, se ame, se respeite a vida desde a sua concepção até seu término natural.
Fica, Senhor, com aqueles que em nossas sociedades são os mais vulneráveis; fica com os pobres e humildes, com os indígenas e afro-americanos, que nem sempre encontram espaços e apoio para expressar a riqueza de sua cultura e a sabedoria de sua identidade. Fica, Senhor, com nossas crianças e com nossos jovens, que são a esperança e a riqueza do nosso Continente, protege-os de tantas armadilhas que atentam contra sua inocência e contra suas legítimas esperanças. Ó Bom Pastor, fica com nossos anciãos e com nossos enfermos! Fortalece a todos em sua fé para que sejam teus discípulos e missionários!”
A toda sua família um Santo e Abençoado Natal e Ano Novo

+ Dom Gilberto Pastana
Bispo de Imperatriz - Venha o teu reino.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Propostas de dom Cappio e dos Movimentos Sociais para suspender a greve de fome ao governo Federal

Face à proposta feita pelo Governo Federal, através do Chefe de Gabinete da Presidência da República, Sr. Gilberto Carvalho, para suspensão do jejum de Dom Luiz Cappio;
Tendo em vista a solução real para o déficit hídrico e o desafio do desenvolvimento socioambiental sustentável do Semi-árido e da Bacia do Rio São Francisco;
Baseados na proposta feita pela Caravana em Defesa do Rio São Francisco e do Semi-Árido - Contra a Transposição (27/07/2007);
Para alimentar o diálogo e o entendimento;
Dom Luiz Cappio e os Movimentos Sociais que o acompanham e assessoram – MPA, MAB, MST, APOINME, CPT, CIMI, CPP, PJMP e FEAB – apresentam a seguinte contraproposta:
1- Manter a suspensão das obras iniciadas da transposição, com a retirada imediata das tropas do Exército;
2- Adução de 9m3/s para as áreas de maior déficit hídrico dos Estados de Pernambuco e da Paraíba, redimensionando o projeto atual de 28m3/s, através de termo de ajustamento entre o empreendedor e o Ministério Público Federal com interveniência dos Estados da Bacia, do Estado da Paraíba e do Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco;
3- Implementação das obras previstas no Atlas Nordeste de Abastecimento Urbano de Água, da Agência Nacional de Águas, além das já referidas acima no item 2;
4- Apoio da União à introdução, ampliação e difusão de tecnologias apropriadas de captação, armazenamento e manejo de água para o abastecimento hídrico humano e produção agropecuária das comunidades camponesas do Semi-Árido, sob controle da ASA – Articulação do Semi-Árido Brasileiro e dos movimentos sociais;
5- Elaboração e implementação de um programa de revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco, que comporte ações amplas e diversificadas, a curto, médio e longo prazo, e contemple a preservação dos Cerrados e das Caatingas, tornados Biomas Nacionais, tendo como suporte orçamentário o Fundo de Revitalização do Rio São Francisco, conforme a PEC a ser aprovada imediatamente no Congresso Nacional;
6- Elaboração e implementação de Programas de Revitalização das Bacias Hidrográficas dos Rios Jaquaribe no Ceará, Piranhas-Açu na Paraíba e Rio Grande do Norte e Parnaíba no Piauí e Maranhão, e rios temporários do Semi-árido;
7- Apoio técnico-político ao Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco para elaboração do Pacto de Gestão das Águas do São Francisco com inclusão imediata do atendimento às demandas para abastecimento humano do estado da Paraíba e do Pernambuco e consideração dos pleitos dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte para abastecimento humano e dessedentação de animais;
8- Coordenação pela União da elaboração e implementação de um Plano de Desenvolvimento Socioambiental Sustentável para todo o Semi-Árido Brasileiro, conforme o paradigma da Convivência com o Semi-árido.

Sobradinho, 18 de dezembro de 2007.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Dom Cappio

Caros amigos e amigas, A greve de fome do bispo Dom Luiz Flávio Cappio da diiocese de Barra realizada em Sobradinho junto ao rio S. Francisco está se aproximando do limite em que a vida corre perigo. Temos que alertar o poder público para que não permita a morte do bispo. O dilema posto por Lula é falso: entre os pobres e o bispo fico com os pobres. O verdadeiro dilema posto pelo bispo é este: entre os pobres e o agronegócio fico com os pobres.
Dada a insensibilidade dos poderes públicos e dos meios de comunicação face à evangélica greve de fome do bispo, envio este texto de advertência, publicado no dia 26 de fevereiro de 2007 no Jornal do Brasil do Rio de Janeiro e em outros 60 diferentes jornais do Brasil, com versão em espanhol e em inglês. O alerta antecipado continua válido e o apelo ao Governo assumiu dimensões de urgência. A transposição da maldição? O Governo através do Ministério da Integração Nacional declarou que "vai sair do campo da retórica" e já vai proceder a licitação das obras, orçadas nesta etapa, em R$ 100 milhões em vista da transposição do rio São Francisco. Derrubadas as liminares na Justiça, dissuadido o bispo que fez greve de fome, Dom Luiz Flávio Cappio e com o discutível aval do Instituto Brasileiro de Agricultura e Meio Ambiente(IBAMA), pretende o Governo realizar agora a transposição. O argumento de base é emocional:"não se pode negar uma caneca de água a 12 milhões de vítimas da seca". É exatamente no afã de dar água ao triplo de vítimas da seca que se deve questionar o projeto. Baseio meus dados num artigo publicado no dia 23 de fevereiro em O Estado de São Paulo do respeitável jornalista Washington Novaes "Um novo desfile e a mesma fantasia" e em outras fontes.O apoio principal do projeto foi dado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos, onde o governo federal, sozinho, tem a maioria dos votos. Ao contrário, grandes especialistas na área como os professores Aziz Ab’Saber e Aldo Rebouças da Universidade de São Paulo, Abner Curado da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, João Suassuna da Fundação Joaquim Nabuco mostraram que o problema no Semi-Árido é mais de gestão do que de escassez. A Agência Nacional de Aguas (ANA) provou que é possível abastecer os municípios sem precisar da transposição do rio. O IBAMA que deu o aval, forneceu, sem querer, argumentos contra o projeto. Reconhece que 70% da água seriam para irrigação e 26% para o abastecimento de cidades; que a maior parte da água transposta iria para açudes onde se perde até 75% por evaporação; que 20% dos solos que se pretendia irrigar "têm limitações para uso agrícola"e "62% dos solos precisam de controle, por causa da forte tendência à erosão". O Tribunal de Contas da União diz que o projeto não beneficiará o número de pessoas pretendido. Efetivamente, as comparações entre os projetos do Governo e da ANA, feitas por Roberto Malvezzi, bom conhecedor da bacia do São Franscisco, mostrou que o do Governo custaria R$ 6,6 bilhões, atenderia apenas a quatro Estados (Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará) beneficiando 12 milhões de pessoas de 391 municípios, enquanto o projeto da ANA custaria 3,3 bilhões, atingindo nove estados (Bahia, Sergipe, Piauí, Alagoas, Pernambuco, Rio do Norte, Paraíba, Ceará e Norte de Minas), beneficiando 34 milhões de pessoas de 1356 municípios. O próprio Comitê de Gestão da Bacia que conhece bem as questões do rio, foi por 44 votos a 2 contra a transposição; diz ainda que esta atende a menos de 20% do Semi-Árido e que 44% da população do meio rural continuaria sem água. São razões de grande peso. Se o Governo quiser efetivamente levar água aos sedentos do Nordeste deve reabrir a discussão pública ou então encampar o projeto da ANA. Caso não ocorrer, podemos contar com nova greve de fome do bispo Dom Luiz Flávio Cappio. Entre o povo que não quer a transposição e as pressões de autoridades civis e eclesiásticas, ele ficará do lado do povo. E irá até o fim. Então a transposição será aquela da maldição, feita à custa da vida de um bispo santo e evangélico. Estará o Governo disposto a carregar esta pecha pelo futuro afora?
Leonardo Boff
Teólogo

Resposta ao ministro Geddel

Dom Luiz F. Cappio
É verdade que sem boa causa não há mártir. E boas causas, há muitas hoje: as da justiça, da paz, da democracia, da soberania alimentar, da ecologia – causas do Reino de Deus. Por outro lado, proliferam causas obscuras, de que não faltam defensores.Em nome da seca (fenômeno natural) e da sede no Nordeste (fenômeno social), vendese a idéia (marketing) da transposição como uma obra redentora. O que está por trás, o jogo de interesses, os mecanismos de mercado na gestão, isso se omite, para não quebrar o encanto, despertar resistências.A causa a que me dedico com afinco há 33 anos é muito maior do que a compreensão do ministro. Não cabe no reducionismo maniqueísta de ser contra a transposição e a favor da revitalização do rio. É por outra relação com a natureza, com as pessoas e com o Criador, a prioridade da vida acima do lucro, as instituições de poder a serviço do bem comum.No caso, o desenvolvimento do semiárido, apropriado às suas diversidades geo e socioambientais, voltado para o período chuvoso não para a seca, com prioridade no povo, não nas elites. Não espero que o ministro entenda isso. E quem muda de posição tão rapidamente merece desconfiança.Que democracia é essa que poucos prevalecem contra a maioria, manipulando a sede; que se impõe ditatorialmente, à base de ilegalidades e audiências públicas pró-forma, sem considerar críticas e alternativas; que usa o Exército, contristando soldados a trabalhos extrafunções, intimidando movimentos sociais? Mas democracia substantiva é algo incompreensível para o ministro. Como também a legitimidade de um cidadão dispor de si em favor de muitos, em face de uma imposição autocrática.E mais ainda, a tradição cristã do martírio em defesa da fé e da vida plena.O maior impacto da transposição sobre o rio não é a porção de água dele a tirar. É a perpetuação do modelo que vê nele apenas “recursos hídricos” e negócios, num acúmulo de usos econômicos seguidos e irrestritos que o exaure e o exterminará. Antes de tudo, o rio é complexo interdependente de vidas; para o povo, é pai e mãe. Coisa que o ministro também não entende.Por que falar apenas dos 26 m³/s, a vazão constante a ser transposta? E as vazões máximas de 127 m³/s e maiores quando transporem também do Rio Tocantins? Curioso: a vazão mínima equivale à da válvula difusora do Açude Orós, no Ceará, e a máxima é igual à evaporação do Açude Castanhão, no mesmo Estado, conforme o grande construtor de açudes do Dnocs, Manoel Bomfim Ribeiro. Segundo ele, não há mais onde construir açudes, precisamos agora usar suas águas em sistemas eficazes e democráticos.O ministro diz que as 530 obras do Atlas Nordeste da Agência Nacional de Águas são complementares à transposição. Mas a transposição não era para a sede de 12 milhões? Como necessita daqueles complementos? As cidades com mais de 5 mil habitantes, não contempladas no Atlas, podem ser atendidas pelos sistemas de adutoras com água dos açudes. Um exemplo: o professor José Patrocínio, de Campina Grande, defende que uma gestão mais competente do sistema Coremas/ Mãe d’Água resolve o déficit hídrico daquela cidade. E conta que lá o desperdício é de 60%, 20% a mais que a média nacional! Aproveitar a “gota d’água disponível”, ensina a autoridade de um Aldo Rebouças, da USP.Nosso projeto é muito maior. Queremos água para 44 milhões, não só para 12.Para nove Estados, não apenas quatro. Para 1.356 municípios, não apenas 397. Tudo pela metade do preço. O Atlas e as iniciativas da ASA (sociedade civil) são muito mais abrangentes e têm finalidade no abastecimento humano. A transposição é econômica, neoliberal. Essa diferença, o ministro “ignora”.Quanto aos destinos da transposição, Estudos de Impacto, não o ministro, esclarecem: 70% para irrigação, 26% uso industrial, 4% para população difusa. Por que não se assume e se discute se esse é o caminho do desenvolvimento do semiaacute;rido? A recomposição de mata ciliar na Barra é importante, mas insuficiente. E as áreas de recarga, e os cerrados e caatingas devastados? Fazer obras onde moro não esconde as intenções “marketeiras”... E as milionárias “cartas de intenção” assinadas com os prefeitos ribeirinhos, a quantas andam? Sujeitos políticos somos todos, indivíduos e instituições, por atuação consciente ou omissa. A Igreja sempre foi esse ator importante no Brasil, não incomodava quando do lado de poderosos convenientemente “cristãos”. Quanto a mim, só busco fidelidade à minha missão de bispo franciscano, ao lado do povo do rio e do semiárido brasileiro. Causa que vale o martírio se for preciso e da graça de Deus.

Dom Cappio

TENDÊNCIAS/DEBATES- FSP 10 de dezembro de 2007O inimigo número 1 da democracia
GEDDEL VIEIRA LIMA
Não tenho nada contra d. Cappio. Só não posso aceitar o terrorismo simbólico nem permitir que a chantagem substitua o diálogo
É INEGÁVEL a força dos símbolos na sociedade moderna. Mas é inegável também que símbolos já foram usados incontáveis vezes ao longo da história como instrumentos para fraudar, enganar, manipular, distorcer e fragilizar a democracia e as instituições. Numa ofensiva simbólica, o bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, iniciou uma nova greve de fome. Justifica esse gesto radical como resposta contra a transposição e a favor da revitalização do rio São Francisco. A esse respeito, levanto duas questões: deve uma democracia se dobrar à certeza de um único indivíduo, por mais impactante que seja o simbolismo a que ele pretenda se associar? A democracia avança ou se entorpece quando se submete ao regime dos ícones? Na forma, o gesto de Cappio tenta se aproximar da estética dos mártires. O problema, no entanto, é de conteúdo. No correr dos séculos, a greve de fome foi um instrumento sagrado de luta contra iniqüidades brutais. Mas é um erro banalizar esse modo de enfrentamento para tentar impor uma vontade individual à decisão de um governo legitimamente constituído. Atropelar os ritos, desprezar o diálogo e ignorar as instituições, numa democracia, é pecado capital. Que uma coisa fique bem clara: quem está fazendo seu protesto, atentando contra a própria vida, não é um bispo. Não é o pastor de um rebanho religioso. Não é um líder espiritual. Tanto não é que a atitude de Cappio foi publicamente condenada por dom Aldo Pagotto, bispo da Paraíba. Sendo assim, Cappio toma emprestada a aura simbólica de sua condição religiosa para colocá-la a serviço de uma militância política baseada num fundamentalismo que só entende a rendição incondicional como resposta. Fundamentalismos -venham de onde vierem, praticados seja como for- são o inimigo público número 1 da democracia. Fundamentalista é tudo o que não é a igreja, a santa igreja, a minha igreja como instituição. A tolerância e o perdão sempre foram pilares sagrados dessa fé, ao lado da devoção de seus sacerdotes à causa do homem e do bem. Quando se vê que até políticos veteranos, como o ex-governador de Sergipe João Alves Filho, já partiram em peregrinação para tirar vantagem da greve de Cappio, percebe-se nessa profanação que ele está sendo usado até mesmo para a tentativa de milagres políticos, por meio da ressurreição nas urnas. Cappio merecia apóstolos melhores. Pessoalmente, não tenho nada contra Cappio. Defenderei sempre o direito de cidadãos como ele de manifestar suas posições. Tanto é assim que, tão logo assumi o Ministério da Integração Nacional, telefonei para ele e pedi para conversar. Ele respondeu que iria fazer "algumas consultas" e jamais retornou a ligação. Cappio enviou uma carta ao presidente da República dizendo que aceitava apenas a paralisação imediata das obras e o arquivamento definitivo do projeto. Defender o democrático direito da divergência, como defendo, implica submeter-se ao pressuposto fundamental da democracia. E esse pressuposto está baseado num tripé: representatividade popular, legitimidade institucional e respeito às leis. Defenderei sempre o direito de Cappio de se candidatar a um cargo eletivo com a bandeira de paralisar a transposição. Ele também terá em mim um aliado incondicional em sua prerrogativa de criar um partido político com essa plataforma. Estaremos inteiramente juntos na premissa de que ele pode entrar na Justiça para tentar embargar o projeto. Mas nossa afinidade termina quando o desapreço às instituições começa. O que não podemos aceitar é o terrorismo simbólico. O que não podemos permitir é que a chantagem substitua o diálogo e a democracia. Todo governo tem que levar em conta o que pensa a sociedade. Mas todo debate, para ser produtivo, precisa chegar a um fim. Governos não são feitos para serem unânimes, em que pese o forte apoio que há ao presidente Lula e à transposição. Governos são feitos para serem legítimos. Poderia aqui ter discorrido sobre os inúmeros benefícios e as inegáveis qualidades da transposição do São Francisco, especialmente no que diz respeito à redenção de uma das regiões mais carentes do Brasil. Seguramente, a transposição significará a emancipação dos grotões e o golpe de morte na indústria da seca. Como cidadão, preferi colocar em perspectiva o gesto radical de dom Cappio e seu significado para a democracia. Como cristão, desejo que ele retome o equilíbrio e não desperdice sua vida de uma forma tão brutal. Que Deus o abençoe, o ilumine e o traga de volta à razão.
GEDDEL QUADROS VIEIRA LIMA, 48, administrador de empresas, pecuarista e cacauicultor, é ministro da Integração Nacional e deputado federal pelo PMDB-BA (licenciado

ACOMPANHEMOS COM NOSSAS ORAÇÕES A GREVE DE DOM LUIS FLÁVIO CAPPIO

Segue a comparação simples e didática entre as propostas da Transposição x Nossas Alternativas.

Transposição
Alternativas defendidas pelos Movimentos Sociais e D. Luiz.
12 milhões de pessoas (diz governo que beneficia)
44 milhões de pessoas (34 beneficiados pelos Atlas do Nordeste através de adutoras e 10 milhões do meio rural beneficiadas pelas obras de captação de água de chuva da Articulação do Semi-árido Brasileiro – ASA)
4 estados (Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco)
9 estados e mais o Norte de Minas, totalizando 10. (Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Maranhão, Piauí e Norte de Minas)
397 municípios
1356 municípios em todo Nordeste, inclusive as grandes capitais, como Salvador, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza.
6,6 bilhões (custo)
3,6 bilhões (Atlas do Nordeste)
Impactos negativos sobre o São Francisco,
Populações ribeirinhas e indígenas.
Socializa a água das barragens, açudes, subterrâneas, de chuva e adutoras a partir do São Francisco, inclusive para a Paraíba.
Divide o Nordeste, os Nordestinos e o Brasil.
Ninguém é contra.
Tem finalidade principalmente econômica (70% para irrigação, 26% para abastecimento urbano-industrial, 4% apenas para população rural difusa)
Tem finalidade primordialmente de abastecimento humano urbano e rural.
Dados extraídos do próprio projeto de transposição, site do Ministério da Integração.
Dados extraídos do Atlas do Nordeste e site da Asa Brasil.


.



Cappio: “A transposição é um projeto ecologicamente insustentável e eticamente corrompido”
Por Fábia Lopes [Quarta-Feira, 5 de Dezembro de 2007 às 10:15hs]

Em 2005 o Bispo Dom Luís Cappio, passou 11 dias em jejum, em Cabrobó (PE), encerrados após o compromisso do governo em “suspender o projeto de transposição e iniciar um amplo diálogo entre governo e sociedade civil brasileira”. O franciscano afirma que o compromisso assumido pelo governo foi descumprido com a chegada do 2º Batalhão de Engenharia do Exército, instalado em Cabrobó desde o dia 4 de junho deste ano. Confirma a entrevista com o religioso, que a nove dias retomou o jejum contra a transposição do rio São Francisco Que motivos levam o senhor e algumas organizações da sociedade civil a serem contra o projeto da transposição das águas do Rio São Francisco? Dom Luís Cappio – Olha, os grandes motivos que nos levam a ser contrários ao projeto de transposição, em primeiro lugar porque ele é socialmente injusto. Porque, embora a propaganda oficial diga que essa água vai para atender 12 milhões de habitantes, isso não é verdade. Essa água é destinada para os grandes empresários, para os grandes empreendimentos econômicos no Nordeste, não é? A criação de camarão, a produção de frutas para exportação. Essa água vai passar muito distante das comunidades que realmente necessitam da água. E também é injusta porque quem vai ser beneficiado com essa água são os grandes, os projetos, os empreendimentos agroindustriais e que vai pagar a conta de energia elétrica é o povo, através do subsídio cruzado. É o povo que vai pagar um aumento na conta de sua energia elétrica para poder subsidiar essa água que vai beneficiar as grandes empresas. Em segundo lugar é um projeto economicamente inviável. E por quê? Porque o próprio governo já apresentou, através da Agência Nacional das Águas (ANA), o Atlas do Nordeste, que tem mais de 500 alternativas de recursos hídricos para as comunidades urbanas. A transposição, também é um projeto ecologicamente insustentável, porque vai usar um rio que precisa ser urgentemente revitalizado. Também é eticamente corrompido esse projeto. Porque ele vai transformar a água em objeto de compra e de venda, de produto de mercado, e a água é um produto, um dom de Deus para a vida das populações, um bem essencial para a vida e não pode se transformar em objeto de mercado, de barganha no mercado. É por isso que nós somos contra esse projeto de transposição, porque não vai atender as necessidades, que enganosamente o governo ilude a população do Nordeste. Em declaração à imprensa, o presidente Lula afirma que “entre os 12 milhões de pobres que sofrem com a escassez de água e o Dom Luís Cappio”, ele, o presidente, “fica com os pobres”. Como o senhor acha que o presidente vai se comportar nessa sua segunda tentativa de barrar o projeto da transposição? Dom Luís Cappio – Olha, se essa afirmação do presidente fosse verdade, eu também ficaria com ele. Eu também assinaria embaixo, porque eu gostaria que todos os meus irmãos do Nordeste tivessem água, e água com abundância, água de qualidade. Nós estamos lutando por isso. É uma mentira muito grande quando eles dizem que nós somos egoístas, que nós não queremos dar água. Isso não é verdade. Nós estaríamos dispostos a dar com toda alegria, e queremos dar água para nossos irmãos do Nordeste, queremos sim. Agora, esse projeto de transposição não é para 12 milhões de pessoas, é para um pequeno grupo interessado no capital, nas grandes empresas, não é para o povo. O governo deveria ter a coragem de falar a verdade, de dizer a verdade sobre a transposição e não continuar iludindo o povo dizendo que essa água é para o povo, quando ela não é para o povo, não é? Se o que o presidente disse fosse verdade, eu estaria com ele e assinaria embaixo dessa palavra dele. Mas, isso não é verdadeiro. O governo deveria ter a coragem de dizer a verdade, para quem realmente a transposição interessa, e não é para o povo é para os grupos econômicos. Quando eu converse com ele, com o presidente Lula, lá no Palácio do Planalto, eu disse a ele: “olha presidente, eu a vida inteira lutei para vê-lo sentado aí, nessa cadeira em que o senhor está. Toda a vida eu vesti a sua camisa e lutei pelo senhor. Mas, infelizmente, depois que o senhor assumiu o poder, o senhor se tornou refém dos grandes grupos econômicos do Brasil e do estrangeiro. Hoje, o senhor é refém do capital. O senhor esquece das suas origens. O senhor esqueceu do povo que o elegeu para ser o presidente dos pobres desse país”. Isso eu disse a ele. Nesse momento, ele abaixou a cabeça. Então, eu não posso admitir que um presidente que foi eleito para ser, especialmente, prioritariamente, presidente dos pobres desse país, hoje esteja governando para os ricos do Brasil e do mundo. (Ouça esse trecho aqui). Quando o senhor chegou a conclusão que deveria retomar a greve de fome? Dom Luís Cappio – Eu cheguei à conclusão em reassumir porque quando, há dois anos atrás, eu encerrei o jejum lá em Cabrobó, foi porque eu acreditei no governo, quando nós assinamos juntos o nosso documento, que abria um amplo debate nacional para procurar as melhores alternativas de abastecimento hídrico para o Nordeste. Então, eu acreditei nesse contrato, nesse pacto firmado, nesse documento assinado. Foi por isso que eu deixei o jejum há dois anos atrás. Nesses anos, foram muitas as tentativas de reabrir esse diálogo, de realmente fazer com que esse diálogo acontecesse, porque a nossa preocupação é que o povo tenha água, e água de qualidade. Mas, nunca o governo se interessou de fazer aquilo que havia prometido e assinado em Cabrobó. Em vista disso, qual foi a resposta deles? Foi o início das obras usando o Exército Brasileiro. Isso comprova que é uma obra autoritária, é uma obra autocrática, que não é fruto de uma discussão em que o povo participa, porque uma obra desse tamanho, com esse porte de investimentos econômicos mereceria uma consulta popular, que o povo opinasse, que o povo também desse as sua sugestões. Uma obra desse porte, ela necessariamente tem que nascer de um consenso democrático, e ela foi autoritariamente imposta, está sendo construída através do Exército Brasileiro. Então, em vista disso, nós retomamos o jejum, porque fomos enganados, não apenas eu, mas toda a sociedade brasileira foi enganada. O governo não atendeu aquilo que assinou, aquilo que compactuou, de abrir um amplo diálogo nacional para ver as melhores alternativas de desenvolvimento sustentável para o Semi-Árido brasileiro. Foi por isso que nós retomamos o jejum. (Ouça esse trecho aqui). Nessa luta em defesa do São Francisco o senhor tem encontrado mais aliados ou mais opositores? Dom Luís Cappio – Eu estou rodeado de amigos, bispos, padres, religiosos, o povo, tá tudo aqui comigo. A gente sente, o povo é o primeiro que percebe o absurdo de tudo isso. A solidariedade tem sido imensa. O número de cartas, de e-mails que a gente recebe, de mensagens solidárias. O número incrível de rádios, de emissoras de TV, como vocês que me telefonam pra saber da verdade dos fatos. Então, a solidariedade tem sido muito, muito, muito grande e isso fortalece muito a luta. Dentro da Igreja parece não haver unanimidade em relação à transposição. Dom Luís Cappio – Não existe. Na primeira greve de fome a CNBB e a Santa Sé o criticaram... Dom Luís Cappio – Alguns segmentos, não a CNBB, porque a CNBB sempre esteve conosco. Alguns grupos, alguns bispos, alguns membros da Igreja que eram opositores. Mas, a CNBB nos deu o maior apoio. Agora mesmo eu recebi uma carta belíssima da CNBB manifestando todo o seu apoio e mostrando tudo isso que eu estou acabando de dizer, que o governo deveria olhar para as carências e necessidades do povo. Esse seu gesto, de decretar greve de fome, é um ato de fé ou um ato político? Dom Luís Cappio – Agora mesmo eu estava conversando com o meu amigo, Dom Geraldo, bispo de Juazeiro, e a gente está embasado na fé. A gente assume esse gesto porque a gente acredita na palavra de Deus, que diz que quando o inimigo é muito forte, muito grande, somente o jejum e a oração são capazes de dominá-lo. É por isso que nós entramos no jejum e estamos em oração, porque acreditamos na palavra de Deus, a única que nos dá força e coragem para enfrentar inimigos tão fortes. (Ouça esse trechoaqui). Para finalizar, que recado o senhor deixa para as famílias do Semi-Árido? Dom Luís Cappio – Eu gostaria de dizer para todos vocês, meus irmãos nordestinos... Lançamos uma carta dirigida a todos vocês, e eu diria o seguinte: “Olha, escute bem o que o frei vai dizer. Nós não somos egoístas querendo a água do São Francisco só para nós. Se essa água da transposição fosse realmente para vocês, nós seríamos os primeiros a aprovar o projeto. O que nós somos contra é a menti, à propaganda enganosa do governo, dizendo que ‘essa água vai para tirar a sede dos que têm sede. Que quem tem sede é a favor do projeto’. Isso é uma propaganda enganosa. Não se deixe levar por essa propaganda, dizendo que essa água vai para 12 milhões de habitantes, porque isso não é verdade. Essa água vai para um pequeno grupo de empresários e quem vai pagar conta é o povo”. É essa verdade que o povo precisa saber. (Ouça esse trecho aqui).
Fábia Lopes, AsaCom

sábado, 8 de dezembro de 2007

NOITE DO CHOCOLATE

FRATERNIDADE MISSIONÁRIA O CAMINHO

Venha participar conosco da NOITE DO CHOCOLATE, dia 09/12 às 19h30min na escola Dom Bosquinho, Rua Pará nº 1025, Centro.
Ambiente familiar, muitas delícias de chocolate, e louvor com cantores católicos.
Entrada apenas R$: 1,00.

Participe ajudando as Irmãs da Fraternidade.

Paz e Bem!

sábado, 1 de dezembro de 2007

SITE DA DIOCESE

Você já pode ter uma idéia de como será o site da diocese de Imperatriz. Acesse o seguinte endereço: www.jupiter.com.br/diocese (endereço provisório), e mande através de nosso quadro de recados do blog suas sugestões. Nós queremos fazer por você o melhor.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

ATENÇÃO, ATENÇÃO, ATENÇÃO!!!

A partir do dia primeiro de dezembro além do nosso BLOG teremos também nosso novo Site.

www.diocesedeimperatriz.org.br


Mais uma opção de informação sobre nossa Diocese.


Diocese de Imperatriz-MA

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

EU VI O CRISTO

Luis Hernandes Matos Leite

Tantas vezes paramos para refletir sobre o problema da pobreza, fazemos campanhas para arrecadar alimentos e roupas.Contudo na maioria das vezes nos falta o principal que é o amor. Fazemos obras de caridade para aliviar a nossa consciência, e esquecemos de proporcionar aos pobres e pequenos o mínimo de dignidade humana. Hoje posso dizer como Santa Maria Madalena “eu vi o Senhor” (Cf. Jo 20,18). Sim, vi o Cristo que sofre e padece no rosto de cada marginalizado, esquecido e abandonado.
Um dia resolvi andar com as irmãs da Fraternidade Missionária O Caminho, fomos ao encontro dos pobres. Eles são pessoas como nós, mas para os santos são o próprio Jesus, vi pessoas que precisavam cheirar cola para não sentir fome e me lembrei do grande desperdício que há nas casas dos cristãos. Entregamos um pão e um copo de suco para aliviar em curto prazo as dores do corpo, e quantos deles só tiveram isto como refeição durante todo o dia. As irmãs e alguns voluntários fizeram a barba de alguns irmãos de rua, cortaram seus cabelos, as unhas e proporcionaram um sorriso em seus rostos.
Este trabalho não é simplesmente um trabalho social, é antes de tudo trabalho cristão.Ao conversarmos com os irmãos de rua víamos que estavam satisfeitos com nossa presença e não pela comida, mas por se sentirem importantes. Sim eles são importantes para nós, pois como disse o padre Roberto da Toca de Assis “Os poderosos podem me dar riquezas, mas os pobres podem me dar o céu”.
Naquele dia as palavras de Jesus ecoaram dentro de mim “tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim”.(Mt 25, 35-36). Logo, nós só podemos estar sofrendo de amnésia aguda para não lembrar de que quando fazemos isto a quem quer que seja, estamos fazendo a Deus. (Cf. Mt 25,40).
Estes pobres estavam bem próximos de mim o tempo todo. Estavam no calçadão, na praça de Fátima, na rodoviária, nas portas das Igrejas.Porém acontecia comigo o que dizia a canção “Seu nome é Jesus Cristo e passa fome/ E grita pela boca dos famintos. / E a gente quando vê passa adiante... Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa/ e dorme pelas beiras das calçadas/ e a gente quando vê aperta o passo/ e diz que ele dormiu embriagado... Entre nós está, / e não o conhecemos/ entre nós está, / e nós o desprezamos”.
Na noite de 24 de novembro de 2005, que antecedeu minha crisma, estava em uma vigília na Catedral Nossa Senhora de Fátima e lá ouvi da irmã Maria do Carmo, map. que se eu quisesse encontrar Jesus que eu abraçasse o primeiro mendigo que visse.Nunca tinha entendido estas palavras, hoje eu entendo por que eu vi o Cristo Jesus e a mim Ele estendeu a mão.
A Igreja católica desempenha os mais variados trabalhos para socorrer Jesus faminto, Jesus mendigo, Jesus analfabeto, Jesus trabalhador rural etc. Está na hora de sairmos do nosso comodismo e agirmos, talvez não consigamos mudar o planeta, mas pelo menos mudaremos a nós mesmos e faremos o mundo de alguém, um lugar melhor.
Não perca tempo parado. Faça parte de uma pastoral seja ela a social, ou da mulher, ou da criança etc. colabore com algum movimento ou congregação religiosa. Seja você professor, dona de casa, médico, advogado, estudante; alguma coisa você pode fazer. Exemplos de amor aos pobres não nos faltam, São Francisco de Assis, Santa Clara, São Luís de Montfort, Bem-Aventuradas Tereza de Calcutá e Maria Luísa Trichet; que bom seria se você e eu também fossemos mais um destes exemplos.
Não podemos nos calar em meio a um mundo injusto, os cristãos católicos devem trabalhar para a construção de um mundo fraterno, afinal de contas acreditamos no que disse Jesus “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!” (Mt 5,6).

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Obra Kolping tem nova diretoria

Acaba de ser empossada a nova diretoria da Obra Kolping do Municipio de Vila dos Martírios. Desejamos muito empenho e sucesso nos trabalhos a serem realizados no municipio.

domingo, 21 de outubro de 2007

Pastoral do Dizimo visita famílias no bairro Santa Rita

Neste mês missionário a Pastoral do Dizimo da Paróquia Santa Rita, formou grupo de missionários para visitas as famílias, levando mensagens e conscientizando para a pratica do Dizimo.
Para o Pároco Pe. Airton, “Estas ações são de grande valia para o retorno da família a Igreja e ao caminho religioso”.

Rosinaldo Ribeiro, para o Blog da Diocese.
Povoado Cajuapara realiza seu II Festejo

Aconteceu no Cajuapara o 2º festejo em honra a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do povoado.
Organizado pelo Pe. Genésio juntamente com a equipe de eventos da Paróquia, o festejo foi realizado de 06 a 14/10. Durante o festa no dia 11 os fieis fizeram uma demonstração de Fé com uma romaria, que saio da Paróquia Bom Jesus da Lapa em Itinga do Maranhão as 2 horas da manhã, chegando ao povoado Cajuapara as 6 horas da manhã.
A romaria foi encerrada com a Santa Missa presidida pelo Pe. Genésio.

Maria Rosa, para o Blog da Diocese.
Cursilhos realiza Assembléia Regional em Araguína

O movimento de Cursilhos realiza no período de 26 a 28 de Outubro, a 25ª Assembléia Regional em Araguaína.
O objsetivo da Assembléia Regional é a confraternização e a troca de experiências entre os grupos diocesanos do movimento de cursilhos de Nordeste IV e V.
Também terá a participação do assessor eclesiástico nacional do movimento Pe. José Gilberto Beraldo.
O tema a ser trabalhado é Pequenas comunidades ambientais: “Instrumento de evangelização na cultura contemporânea e o Cursilho”, e tem como lema: “E Ele os enviou dois a dois”. (Mc 6, 7).

Evanda Trajano, para o Blog da Diocese.


Posse do Vigário Paroquial das Paróquias de Santo Antonio e Perpetuo Socorro.

As Paróquias de Santo Antonio de Pádua e Perpetuo Socorro, acolhem o seu novo Vigário Paróquial. Trata-se de Pe. Gilberto neo-sacerdote que ajudará o Pároco, Pe. Valdeci nas duas paróquias. A missa em Santo Antonio acontece no dia 24 de Outubro (quarta-feira) as 7:00h da noite presidida pelo bispo Dom Gilberto Pastana, e em Perpetuo Socorro no dia 25 (Quinta-Feira) as 7h00 da noite presidida pelo vigário geral, Pe. Felinto. Toda comunidade está convidada a participar.

Comunidade prepara a 10ª Festa em honra a Nossa Senhora das Graças


A Comunidade Nossa Senhora das Graças, da Paróquia São Francisco de Assis, começa os preparativos para a 10ª Festa em honra a sua padroeira, que acontecerá entre os dias 17 a 27 de Novembro.
Este ano os fieis estarão refletindo o tema: “Maria, no mistério da Trindade e da Igreja” com o pregador Frei Reginaldo, vigário paroquial da cidade de Barra do Corda.
O objetivo da festa este ano angariar recursos para fazer a troca dos bancos e a reforma interna da Igreja. Todos os dias haverá Celebração Eucarística as 7:00h da noite e me seguida acontece a tradicional animação no pátio, com cantores regionais, comidas típicas e no ultimo dia da festa, sorteio de 12 prêmios.
A comunidade está localizada na Rua Rui Barbosa s/n, entre ruas Ceará e Piauí no bairro Juçara.

Regina Cardoso, para o blog da Diocese
Pastoral da Comunicação realiza a 3º oficina para comunicadores cristãos

A Pastoral da Comunicação (Pascom) da Diocese de Imperatriz realizou nos dias 19,20 e 21 de Outubro, no auditório da Faculdade de Educação Santa Terezinha, a 3ª oficina para comunicadores cristãos.
O encontro teve inicio por volta das 20h00 na sexta-feira com participação de 25 representantes paroquiais, e se estendeu até o meio-dia de domingo, num total de 18 horas de curso.
O objetivo do encontro é capacitar representantes paroquiais, para atuarem como correspondentes da PASCOM em suas comunidades junto a TV Anajás, afiliada da Rede Vida na região de Imperatriz.
As palestras e atividades tiveram assessoria do Pe. Francisco Lima, coordenador diocesano da Pascom, do secretario executivo Josafá Ramalho e do jornalista Felipe Zangari, da cidade de Valinhos/SP. “Essa oficina motiva os comunicadores nas atividades das paróquias e marca a posição da Pastoral em articular uma rede para dinamizar o fluxo de informações na diocese”, diz Felipe.
Para o padre Francisco Lima, “estamos num constante aprimoramento das nossas estruturas de trabalho e uma oficina como esta tem papel fundamental nesse contexto de evolução na atividade pastoral”.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Meio Ambiente é tema do DNJ deste ano


Juventude e Meio Ambiente é o tema das reflexões feitas este ano por ocasião das celebrações do Dia Nacional da Juventude, que será comemorado no ultimo domingo do mês, 28.
Na Diocese de Imperatriz a grande concetração dos jovens acontecerá em São Francisco do Brejão.
A abertura está prevista para às 09Hss com uma missa presidida por Dom Gilberto Pastana e concelebrada por vários padres e religiosos.
A expectativa da equipe de coordenação diocesana da Pastoral da Juventude é reunir 3 mil pessoas.
Segundo informou Jhonson Alves, coordenador diocesano, 32 caravanas estão confirmadas.
Além do tema, o lema desta ano: "É missão de todos nós, Deus chama eu quero ouvir a sua voz" foi debate pelos grupos de jovens durante 03 encontros, "Foi uma etapa de preparação preparação para o DNJ deste ano", disse Jhonson.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


“Levantem-se e ponham-se em marcha”

O Senhor por meio do profeta Joel nos dar uma ordem: Sair do nosso comodismo; da nossa individualidade; do nosso mundo mágico onde sempre somos o centro. Temos que nos levantar e entrar no campo, pois “és que vem a hora e é agora em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e verdade”. (João 4,23b).
Pertencemos ao único e verdadeiro exercito de Deus IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, é necessário nos vestir da armadura de Deus e começar a combater a tudo e a todos que impedem a graça do Pai do céu ser proclamada e vivida com amor e intensidade em nossos corações.
“Levantem-se e ponham-se em marcha” (Joel 4, 12b) e unamos nossa voz com a voz dos anjos e santos que louvam o Senhor da vida que nos garante a vitória sobre o pecado e a morte eterna.

Levantar é preciso, evangelizar é necessário...

Moisés Bispo
Ministério de Pregação Grupo de Oração Poço de Jacó

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Três municípios serão fiscalizados no MA pela CGU

A partir desta segunda-feira ( 22/10) os municípios de Imperatriz, Carutapera e Primeira Cruz serão fiscalizados por auditores da Controladoria-Geral da União. Nesse trabalho, os auditores analisarão as prestações de contas dos recursos repassados pelo Governo Federal a estes três municípios. A seleção destes ocorreu no dia 09/10, em Brasília, a partir de sorteio público ocorrido no auditório da Caixa Econômica Federal. Durante a execução da fiscalização, a população poderá apresentar denúncias de desvios de recursos públicos às equipes e contribuir com o andamento dos trabalhos informando, por exemplo, a ocorrência de fatos lesivos ao patrimônio público. Um outro aspecto a ser informado é o de que algumas famílias serão visitadas para o fornecimento de informações acerca da execução dos programas do governo, tais como: Bolsa-Família, PETI, PSF, dentre outros. Portanto, o importante é que haja essa colaboração para que os auditores possam realizar um diagnóstico correto da situação das políticas públicas financiadas pela União. As pessoas interessadas na causa do controle social dos recursos públicos devem ficar atentas e contribuir com os trabalhos das equipes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

DEUS É 10, A FESTA!!!!



Mais nova revelação da música católica, a cantora Jake surge com muita energia em breve em Imperatriz-ma.
Evento: Deus é 10, a Festa.
Edição:
Dias: 20 e 21 de Outubro a Partir das 19:00 h
Local: Sesi de Imperatriz (Centro da Cidade) no mercadinho.
Cidade: Imperatriz - Ma
Atrações Musicais: Ministérios de Músicas locais e a cantora JAKE – GUERREIRA DO AMOR).
Valor do Ingresso: R$ 5,00 (Valendo para os dois dias, e ainda mais vai concorrer a seis prêmios, DVD´s, maquina de lavar, 05 bezerros e outros prêmios, sorteio no dia 21/10).
Organização: Casf – Comunidade Aliança Sagrada Família
Apoio: Diocese de Imperatriz




PARTICIPE!!!

NOSSA SENHORA APARECIDA E SANTA TERESA

Dia 12 é dia de NOSSA SENHORA APARECIDA. Encerra-se amanhã com procissão e missa as festividades de NOSSA SENHORA APARECIDA no bairro do entroncamento. Já na segunda feira, dia 15, feriado municipal, o dia é consagrado a SANTA TERESA, co-fundadora da cidade de Imperatriz. São 155 anos de anúncio da PALAVRA DE DEUS aos imperatrizenses. Graças a Deus que esta cidade já foi abençoada e entregue a Jesus desde sua fundação. Feliz o povo que alimenta sua fé. Feliz o porto que permanece fiel a Jesus.
Participe da procissão e da celebração de encerramento de mais um festejo de nossa padroeira.
A procissão fluvial terá inicio as 17h00
A procissão terrestre a partir das 18h00, tendo inicio no porto da balsa, percorrendo alguma ruas do centro da cidade até a Igreja Matriz de Santa Teresa.
Venha, convide seus parentes , vizinhos e amigos.

Plebiscito Popular quer a Nulidade do Leilão da Cia Vale do Rio Doce

Mais de 64 entidades e organizações dos movimentos sociais, sindicatos e igrejas realizaram, nos últimos anos, dois Plebiscitos Populares Nacionais. Foi realizada em setembro de 2002 uma votação sobre a negociação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas). O resultado foi entregue ao Supremo Tribunal Federal, ao Congresso Nacional e à Presidência da República. Mais de 10 milhões votantes participaram. A principal reivindicação era que o governo FHC saísse das negociações para a Alca. Mas os organizadores também pediram que o Congresso convocasse um plebiscito oficial sobre o tema. Resultado do plebiscito contra a ALCA: 98% dos votos foram contra a assinatura do governo brasileiro neste tratado. Em 2000, fizemos um plebiscito sobre a dívida externa, que teve 6 milhões de votantes e foi dado um não ao pagamento da dívida.
Os resultados expressivos de participação popular dos plebiscitos revelaram ser este, um importante instrumento de soberania e democracia participativa.

Em novembro de 2006, estas mesmas organizações, reunidas em Brasília, avaliaram e entenderam que o processo de privatização da Cia Vale do Rio Doce, deu-se de forma fraudulenta, sem transparência e constituiu-se numa afronta a todo o povo brasileiro que se viu vilipendiado de um patrimônio que lhe pertence. Diante disto, mais uma vez a foi organizado um Plebiscito Popular para que a população pudesse opinar sobre esta questão fundamental de soberania nacional.
Após um processo de estudo, formação e preparação sobre o tema junto aos mais diversos setores da sociedade, foi realizado o 3º Plebiscito Popular de 1º a 9 de setembro. O tema central do Plebiscito foi sobre a validade ou não do leilão da Cia Vale do Rio Doce, privatizada em maio de 97, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi vendida por R$ 3,3 bilhões, uma quantia menor do que a Vale tem de lucro a cada três meses. Estudos da época revelaram que o patrimônio da Companhia era calculado em R$ 92,64 bilhões: 28 vezes o valor pela qual foi vendida. Maior exportadora mundial de minério de ferro atua em 14 estados do Brasil e possui 9 mil quilômetros de estrada de ferro. É proprietária de 10 portos e está presente nos cinco continentes.Detêm importantes e estratégicas jazidas de minérios, algumas com reservas somente em solo brasileiro.


A cerca do tema da Vale, outros problemas relacionados à soberania nacional e direitos sociais foram amplamente abordados.
E neste exercício de democracia participativa que é o plebiscito, participaram: 3.729.538 votantes, sendo que os resultados nacionais das votações foram os seguintes:

1ª Pergunta: Em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce - patrimônio construído pelo povo brasileiro - foi fraudulentamente privatizada, ação que o governo e o poder judiciário podem anula. A Vale deve continuar nas mãos do capital privado?
Total: 3.729.538
Opinaram NÃO 94,5% - 3.523.843

2ª Pergunta: O governo deve continuar priorizando o pagamento dos juros da dívida externa e interna, em vez de investir na melhoria das condições de vida e trabalho do povo brasileiro?
Total: 2.492.360
Opinaram NÃO 92,1% - 2.296.547

3ª Pergunta: Você concorda que a energia elétrica continue sendo explorada pelo capital privado, com o povo pagando até oito vezes mais que as grandes empresas?
Total: 2.536.136
Opinaram NÃO 93,7 % - 2.377.096

4ª Pergunta: Você concorda com uma reforma da previdência que retire direitos dos trabalhadores/as?
Total: 2.895.965
Opinaram NÃO 93,4% - 2.703.931

Diante desta grande pesquisa qualitativa e quantitativa popular, as entidades organizadoras exigem:

1. A anulação do Leilão da Cia Vale do rio Doce.
2. Um projeto nacional de desenvolvimento com políticas alternativas às que vêm sendo propostas pelo FMI. Um projeto soberano que exija políticas econômicas (fiscal, monetária e comercial) autônomas sem a ingerência do FMI. Só devem ser consideradas aceitáveis as metas que sejam definidas com a sociedade brasileira, almejando o projeto nacional de desenvolvimento.

3. Um novo modelo energético para o Brasil, que contemple a participação da população no seu planejamento, decisão e execução;

4. Defendemos uma Reforma na Previdência que incorpore a ampliação da rede de proteção social prevista na Constituição Brasileira, com a universalização do acesso e a qualificação da Seguridade Social.


Brasília, DF, 8 de outubro de 2007.

Assinam: As 64 entidades da Cartilha da Vale

29 anos de Bispo

Nesta sexta feira, dia 12, as 19h00 celebraremos em nossa catedral os 29 anos de vida episcopal de Dom Affonso, bispo emérito de Imperatriz.

sábado, 6 de outubro de 2007

DIA DO NASCITURO

O Projeto de Lei 1135/91, (que descriminaliza o aborto a qualquer tempo e em qualquer situação) está realizando audiências públicas e será votado em novembro próximo.
Caso a votação acontecesse hoje o aborto seria aprovado 43x20. São 63 os integrantes da Comissão de Seguridade Social e Família.

É necessário incentivar o povo para que envie mensagens por e-mail, telefonemas, fax, no escritório político da cidade, parabenizando e incentivando os parlamentares que têm atuação pró-vida e de outro lado, conversando e instando os que têm atuação pró-morte a rever sua posição e votar com a vida, desde a concepção até a morte natural, e com o povo.

Disk Câmara – 0800 619 619

Membros Titulares da CSSF do Maranhão:

Cleber Verde – PTB – recebeu 596 votos em Amarante e 490 em Imperatriz.
José de Ribamar Costa Alves – PSB – recebeu 585 votos em Açailândia.

Membros Suplentes da CSSF do Maranhão:
Sétimo Waquim – PMDB – o único que se diz pró-vida.
Nice Lobão – DEM – recebeu 4.320 no Itinga

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

COROINHAS DA COMUNIDADE SÃO JOSÉ DO EGITO


No ultimo Domingo do mês de Setembro, a Comunidade São José do Egito da Paróquia de Fátima acolheu o seu novo grupo : Corinhas de São José do Egito.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

XVII ASSEMBLÉIA REGIONAL DOS LEIGOS

Com a participação de 36 pessoas representando as dioceses de São Luis (7 pessoas), Pinheiro (8 pessoas), Zé Doca (2 pessoas), Balsas (2 pessoas) e Imperatriz (17 pessoas) aconteceu a XVII ASSEMBLÉIA REGIONAL DOS LEIGOS E LEIGAS DO REGIONAL NORDESTE V - Maranhão, no Centro de Treinamento Mangabeira no municipio de Santa Helena, diocese de Pinheiro. A assembléia foi assessorada pela Leiga Janira da Diocese de Goiânia e membra da equipe nacional de formação. O tema estudado foi a Missão e a Coragem do Leigo. Maiores informações podem ser repassadas pela Presidente do Crlb-NE 5, Sra. Maria Neres Santos de Sousa. E-mail: E-mail: nerescnlb@hotmail.com