terça-feira, 21 de abril de 2015

Compromisso da Igreja junto às comunidades atingidas por mineração e siderurgia na Amazônia Oriental, no Brasil e na America Latina

Fevereiro 2011:
Carta aberta dos Bispos do Regional Nordeste 5 da CNBB “àqueles que atuam na defesa e na promoção da vida no Maranhão”. A carta faz referências contundentes ao Estado do Maranhão “colocando sua estrutura a serviço quase exclusivo dos grandes exportadores de minério, de soja, de sucos e carnes, construindo-lhes as infra-estruturas necessárias para obter sempre maiores dividendos”.

                                         Setembro 2011:
XI Romaria da Terra e das Águas do Maranhão, realizada em Piquiá (Açailândia), com participação de cerca 10 mil pessoas das diversas Comunidades Eclesiais de Base do Maranhão e procissão final até o Piquiá de Baixo.

Carta aberta dos bispos do Maranhão, Dom Gilberto Pastana, Dom José Belisário da Silva, Dom Xavier Gilles de Maupeou d'Ableiges, Dom Enemésio Lázzaris, Dom Carlo Ellena, Dom Sebastião Bandeira, Dom Armando Gutierrez, Dom Vilsom Basso: “Em solidariedade com o povo de Piquiá de Baixo e em favor de seu urgente reassentamento”.

                                          Março de 2013:
Carta aberta da CNBB com posicionamentos críticos a respeito da proposta de mudança do Marco Regulatório da mineração no Brasil.

                                          Maio de 2013:
Lançamento do Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração, composto por 48 movimentos sociais e organizações, entre as quais se destaca a CNBB.

                                      Novembro de 2013:
Encuentro Internacional de Religiosas, Religiosos, Laicos y Laicas al cuidado de los bienes de la Creación en América Latina. Esse primeiro encontro integra diversas comunidades eclesiais de base, religiosos/as e setores da igreja hierárquica comprometidos em defesa das comunidades atingidas por mineração.

                                       Maio de 2014:
Encontro de dom Gilberto Pastana com a Prefeita de Açailândia, para solicitar Decreto Municipal de reconhecimento público e aprovação do projeto de reassentamento do bairro de Piquiá de Baixo. Ao longo dos meses anteriores e seguintes, o bispo de Imperatriz tem manifestado solidariedade e apoio à comunidade de Piquiá de Baixo de diversas formas, publicando notas no blogger da Diocese ou tentando sensibilizar alguns políticos no Estado do Maranhão com respeito à situação dessa comunidade.

                                           Setembro de 2014:
Fundação da Red Eclesial Panamazônica (REPAM), em Brasília (Fundadores: Departamento de Justicia y Solidaridad del CELAM, Comissão para a Amazônia da CNBB, Secretariado Latinoamericano y del Caribe de Cáritas –SELACC, Confederación Latinoamericana y del Caribe de Religiosos y Religiosas – CLAR. Presentes à fundação: missionárias/os comprometidos em Amazônia, Caritas Internationalis, CIDSE e Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano).
Uma das prioridades de atuação da REPAM é a defesa das comunidades amazônicas frente à mineração.

                                    Dezembro de 2014:
Segundo encontro do grupo internacional de religiosas/os, leigas/os comprometidos em defesa das comunidades atingidas por mineração: Iglesias y Minería.

                                   Fevereiro de 2015:
Carta de dom Gilberto Pastana, dom José Belisário da Silva e pe. Ângel Yanez aos desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão em apoio a 21 famílias do bairro de Piquiá de Baixo e sua busca de indenização por danos morais e materiais provocados pela poluição de uma das cinco empresas siderúrgicas instaladas na região.

                                     Março de 2015:
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza uma audiência sobre “Direitos Humanos e Indústrias Extrativas na América Latina”. A audiência é solicitada pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), o Secretariado Latino-Americano do Caribe (SELACC), a Conferência Latino-Americana de Religiosos e Religiosas (CLAR), a Comissão Amazônia da Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM).
Um dos casos denunciados é o de Piquiá de Baixo.

Encontro no Vaticano da Red Eclesial Panamazónica com Papa Francisco e proposta ao Pontifício Conselho Justiça e Paz de um encontro do Vaticano com as comunidades vítimas da mineração em América Latina e no mundo.

                                      Abril de 2015:

Lançamento da campanha de Iglesias y Minería contra a proposta das empresas mineradoras “Mineração em Parceria”, através da qual as empresas pretendem aproximar a igreja e propor financiamentos para uma reflexão teológica, pastoral e litúrgica sobre a mineração.

Nenhum comentário: